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Termo Bíblia, de onde vem?

Você sabe de onde vem o termo bíblia?


De acordo com Geisler e Nix (2006, p. 5)1 a palavra Bíblia (livro) entrou para as línguas modernas por intermédio do francês, passando primeiro pelo latim bíblia, com origem no grego biblos. Originariamente, era o nome que se dava à casca de um papiro do século XI a. C. Por volta do século II d. C., os cristãos usavam a palavra para designar seus escritos sagrados


Porém, à medida que nos aprofundamos na busca de entender e descobrir as origens do nome em questão, nota-se que não se trata tão somente de nomenclaturas oriundas de línguas como grego e latim, pois o histórico da palavra bíblia remonta aos primeiros séculos dos povos primitivos.

Pode-se dizer que a origem do termo é remota, pois a forma mais antiga de livro que se tem notícia diz respeito a um rolo de papiro, isto é, uma planta abundante às margens do rio Nilo, muito utilizada pelos antigos egípcios, gregos, romanos e povos de civilizações primitivas para desenvolver sua escrita. O papiro, por assim dizer, foi de grande importância para os egípcios, uma vez que se tratava de uma planta abundante em seu território.

Ademais, há de se observar que a planta em questão era utilizada não somente para fins de escrita, mas também para a confecção de cordas e construção de barcos. Segundo consta, para a produção do papiro como suporte para a escrita, pequenas fatias eram retiradas do seu caule, formando assim, uma trama, que posteriormente era prensada, seca e polida. Vale salientar que o papiro se mostrou um suporte de grande qualidade, isto, tanto em maleabilidade bem como em sua sensibilidade à tinta. Em razão disso, tal suporte proporcionou o grande triunfo tal qual foi a biblioteca de Alexandria, efeméride que incentivou outros povos e culturas à adesão e uso do mesmo material

Em decorrência disso, isto é, a qualidade e resistência do material, o Egito não hesitou em utilizar tal situação a favor do comércio. Logo, já começou a exportar o papiro e a biblioteca de Pérgamo, na Grécia, tornou-se concorrente da biblioteca de Alexandria. Contudo, possivelmente, temendo uma possível escassez de matéria prima, os egípcios proibiram a exportação do papiro no século II d. C (MACIEL, 2020)2 .

A cidade fenícia de “Biblus” de Gebal, por sua vez, também exerce grande influência para o desenvolvimento da palavra “Bíblia”, conforme conhecemos hoje, tendo em vista uma série de costumes da época. Essa cidade ganhou fama porque fabricava livros de papiro, vindo daí a palavra Bíblia (livros). Também fabricava papel (do papiro) e navios.

Além disso, ficou famosa por ter fornecido obreiros e madeira de cedro, de Hirão, rei de Tiro, da Fenícia e os cedros do Líbano, a Davi, para a construção do templo, que foi realizada mais tarde, por seu filho Salomão (SABBAG, 2009, p. 72)3 .

Biblus era um importante centro produtor de papiros, tornando-se assim, concorrente dos egípcios Posteriormente, já nos idos do século IV, Jerônimo denominou os livros sagrados de “Biblioteca Divina”. E assim, à medida que o tempo passou, uma importante mudança entrou em cena, retirando o plural e adotando tão somente o singular.

Assim, conforme muitos outros nomes de origem grega, este também passou a fazer parte do vocabulário da igreja ocidental. E, no século 13, o plural neutro passou a ser considerado como singular feminino, fazendo com que a palavra fosse adotada de vez pelas línguas da Europa moderna.




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